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Colégio João Paulo II Braga Fomos saber mais sobre…

Saúde mental · Semana de sensibilização

Há luzes
que nos guiam

Outubro é o mês da saúde mental. No Colégio João Paulo II, em Braga, o Gabinete Psicopedagógico dedicou a semana de 12 a 16 de outubro a esta causa, com trabalhos dos alunos expostos pelo colégio e mapas-mundo onde toda a comunidade pode deixar uma palavra. Fomos conversar com as psicólogas Dora Fonte e Joana Canedo.

Alunas a observar os trabalhos sobre o tema do farol, expostos num vidro do colégio
Saúde mentalSemana de sensibilização, de 12 a 16 de outubro
Porquê esta semana

Porque é que dedicaram uma semana à saúde mental?

Porque a saúde mental faz parte da saúde de todos, todos os dias, e raramente falamos dela com a naturalidade com que falamos de uma constipação ou de uma perna partida. Outubro é o mês em que se fala mais do tema, e achámos que a escola, onde passamos tantas horas e vivemos tantas emoções, é um lugar natural para começar essa conversa.

Queremos que falar de emoções seja normal e que pedir ajuda seja visto como um gesto de cuidado, nunca de fraqueza.

Duas alunas a ler o cartaz «Os nossos faróis», num vidro com trabalhos expostos
Cartazes e trabalhos dos alunos sobre faróis, expostos num vidro do colégio
O que se vê no colégio

O que está a acontecer no colégio durante esta semana?

Os trabalhos realizados pelos alunos estão expostos pelo colégio: desenhos, pinturas, cartazes e pequenos faróis feitos por eles. Há ainda frascos com uma pequena luz e uma palavra escrita por quem quis deixar ali aquilo que lhe traz conforto.

Junto à portaria norte, em Dume, e no painel de entrada, em Sete Fontes, estão também afixados dois mapas-mundo, que vão ganhando palavras ao longo da semana.

Há luzes que nos guiam. Há pessoas que nos iluminam.
O farol

Porquê o farol?

Porque um farol não afasta o mar, mas ajuda a encontrar caminho quando está escuro. É assim que olhamos para as pessoas que nos acompanham: quando o caminho parece incerto, há luzes que nos guiam. Pode ser a família, um amigo, um professor, um funcionário, ou a palavra certa no momento certo.

E há uma luz que se torna maior quando a partilhamos. É essa a ideia que quisemos deixar a toda a comunidade.

Dois faróis feitos pelos alunos, um em metal e outro em papel, junto a frascos com pequenas luzes
Uma aluna a apontar para um dos cartazes expostos
Os mapas-mundo

Porque é que pedem uma palavra na língua materna?

Porque cada língua guarda a sua maneira de dizer conforto, esperança ou apoio, e a nossa comunidade fala muitas línguas. Convidámos alunos, professores, funcionários e restantes elementos da comunidade educativa a deixar no mapa uma palavra ou uma pequena mensagem relacionada com o bem-estar, o apoio, a esperança ou aquilo que os faz sentir bem.

Queremos ver os mapas ganharem palavras, línguas, histórias e significados diferentes, e tornar visível aquilo que nos une para além das nossas diferenças. Apesar de sermos diferentes nas palavras, nas culturas e nas histórias, a necessidade de cuidar e de ser cuidado atravessa fronteiras.

Quem cuida também precisa de cuidado

Porque é que a semana inclui os professores e os funcionários?

Porque quem cuida também precisa de ser cuidado. Professores e funcionários passam o dia a ouvir, a acolher e a resolver, e há dias em que o cansaço pesa. Por isso preparámos uma pequena surpresa: uma carta, uma caixa a que demos o nome de «Paciêncil», com a indicação «Para abrir quando o dia começou mal», e um saquinho de chá de camomila.

A mensagem é simples: não é preciso estar sempre bem. O gabinete está cá para quem precisar de conversar, partilhar uma preocupação ou encontrar um espaço para respirar.

Carta e caixas «Paciêncil», com a indicação «Para abrir quando o dia começou mal», e um saquinho de chá de camomila
Um farol de metal e cartazes sobre faróis, expostos junto a frascos com pequenas luzes
No dia a dia

Que conselhos deixam a alunos, professores e famílias?

Três gestos simples. Perguntar a sério como está o outro e ouvir sem pressa. Dar espaço às emoções, sem as corrigir de imediato, porque sentir tristeza, medo ou cansaço também faz parte. E pedir ajuda cedo, sem esperar que as coisas piorem.

Se reparamos que alguém está diferente durante bastante tempo, no sono, no apetite, no humor ou porque se isola, vale a pena falar com essa pessoa e procurar o apoio do gabinete. Há luzes que nos guiam, e uma delas pode ser alguém que pergunta: «Como estás?»

Fomos saber mais sobre… a Semana da Saúde Mental · Entrevista a Dora Fonte e Joana Canedo, psicólogas do Gabinete Psicopedagógico Colégio João Paulo II Braga